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Lançado abaixo-assinado para elevar Aqueduto Águas Livres a Património Mundial
AH, Lusa, 09-04-2008
Um abaixo-assinado para promover a candidatura do Aqueduto das Águas Livres a Património da Humanidade foi colocada na Internet por iniciativa da associação Ofícios do Património e Reabilitação Urbana (OPRURB).
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A iniciativa, apoiada pelo movimento de lisboetas Fórum Cidadania Lx, destina-se a inscrever o monumento nacional na Lista de Património Mundial e posteriormente a classificação como Património da Humanidade.

O documento estará em circulação na internet até 30 de Junho e recorda a história e importância social do aqueduto, desde a data em que foi iniciada a sua construção, em 1731, no âmbito de um ambicioso sistema de captação, transporte e distribuição de água para abastecimento da capital.

A obra hidráulica, da responsabilidade técnica de Manuel da Maia e Carlos Mardel, foi em grande parte paga com um imposto que incidia sobre alguns bens de primeira necessidade: o real da água.

O aqueduto principal, com 18,5 quilómetros de extensão, atravessa os 940 metros da Ribeira de Alcântara, com 35 arcos, sendo um deles o maior arco de pedra do mundo, de acordo com a informação divulgada pelos promotores da iniciativa.

Dotado de uma rede de captação de 30 quilómetros de galerias visitáveis, alimenta uma rede de distribuição de 12 quilómetros.

Com as nascentes, mães de água, reservatórios e chafarizes, constitui um conjunto de "alto valor patrimonial pela qualidade da construção e pela beleza da arquitectura", lê-se no texto divulgado.

"Esta construção, que poderia não ter passado de uma obra técnica, tornou-se um verdadeiro Templo da Água, pelo cuidado e sensibilidade com que nela é tratada a água como elemento essencial e central", destacam os defensores da candidatura a Património Mundial e da Humanidade.

É o único sistema conhecido de "água livre" que, com esta dimensão, tenha chegado até aos nossos dias.

Em Janeiro, o presidente do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (Igespar), Elísio Summavielle, afirmou estar a ponderar propor a classificação do Aqueduto das Águas Livres a Património Mundial da Humanidade.

 

 
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