| Notícias Adiado parecer camarário para novo Museu dos Coches CPL apresentaram proposta alternativa ACL, Lusa, 10-06-2009 A discussão sobre a emissão de parecer favorável condicionado ao projecto do Novo Museu dos Coches pela Câmara Municipal de Lisboa foi hoje adiada. A vereadora do movimento Cidadãos por Lisboa Helena Roseta tinha apresentado uma proposta alternativa para a realização de uma audição pública, mas a pedido dos vereadores do movimento Lisboa com Carmona as propostas foram adiadas.
Helena Roseta disse aos jornalistas que o adiamento foi pedido porque a proposta tinha sido apresentada hoje e os vereadores alegaram falta de tempo para a analisar.
A proposta dos Cidadãos por Lisboa defende a “audição dos cidadãos interessados e das entidades defensoras dos interesses que possam vir a ser afectados por este projecto”.
A consulta pública deve fazer-se junto dos cidadãos em geral e “entidades associativas, cívicas e profissionais envolvidas na política cultural para a cidade, na defesa da frente ribeirinha e na valorização do património de Lisboa”.
O vereador do Urbanismo propõe que a autarquia dê parecer favorável condicionado a vários aspectos desde logo que, “a obra a executar e a intervenção nos espaços exteriores devem reflectir as preocupações decorrentes das conclusões do parecer do Departamento de Protecção Civil”.
Esse parecer concluiu que a área do museu apresenta vulnerabilidades ao nível de risco sísmico e de inundações.
A Sociedade Frente Tejo deve também, segundo Manuel Salgado, “submeter à apreciação dos serviços municipais um projecto de obra de urbanização da rede viária, para análise das alterações a efectuar no sistema viário local”.
Entre essas alterações, o vereador destaca “a necessidade de se proceder ao reperfilamento da Avenida de Brasília”, obra cuja responsabilidade de execução e custos devem ser assumidos pela Sociedade Frente Tejo.
“Os acertos aos pavimentos da praça do Museu devem ser efectuados no âmbito do projecto de especialidade de arranjos exteriores”, acrescenta a proposta de Salgado, que determina ainda que os trabalhos arqueológicos, a realizar em obra, devem ser acompanhados pela Direcção Regional de Cultura de Lisboa e Vale do Tejo (DRCLVT).
O vereador faz igualmente depender a emissão de parecer favorável do facto de a entidade responsável pelo museu assegurar a “manutenção e a gestão do espaço público da praça do Museu, bem como de todas as instalações pertencentes ao seu programa”.
A Sociedade Frente Tejo deve ainda “promover o cumprimento das normas técnicas de acessibilidade”, estabelece a proposta de Salgado.
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