Opinião
A microgeração é uma boa alternativa aos combustíveis fósseis
diz António Eloy à Gazeta das Caldas
15-02-2009
Veja aqui o relato da Gazeta das Caldas a propósito do livro “Ambiente Letra a Letra”, do nosso candidato António Eloy.
“Ambiente Letra a Letra”, o último livro de António Eloy, deu mote à conversa que se realizou a 28 de Janeiro no Café Mazagran, organizada em parceira entre a Livraria 107 e o Núcleo Oeste da Amnistia Internacional (AI).

Em ambiente informal, a sessão acabou por se centrar mais nas campanhas que a AI tem desenvolvido, até porque o autor da obra é também vice-presidente daquela organização.

“Finalmente as pessoas estão a perceber que é preciso dar muita atenção ao ambiente”, disse António Eloy explicando que actualmente se comprova que o aquecimento global é um problema sério com o mundo a viver “picos de frio e de calor cada vez maiores”. Para este consultor de empresas nas áreas da Educação e do Ambiente, as energias habituais têm que ser rapidamente substituídas e é nas energias renováveis que vê a solução.

“A microgeração é uma boa alternativa e a sua eficiência pode ajudar a desenvolver novos nichos de mercado”, disse. Aliás, o próprio consumidor (empresa ou particular) pode utilizar equipamentos de pequena escala, nomeadamente painéis solares, microturbinas ou microeólicas. A energia produzida deste modo pode ser aproveitada para o aquecimento de águas sanitárias ou para a produção de energia eléctrica, que é depois vendida à rede de distribuição.

O livro “Ambiente Letra a Letra” já foi apresentado no Porto e os 2000 exemplares da primeira edição estão praticamente esgotados porque a obra teve distribuição junto de algumas escolas do país.

Este é um pequeno dicionário dedicado ao ambiente que conta com fotografias de Rui Cunha e prefácio do escritor Eduardo Agualusa. Os direitos de autor desta obra reverteram integralmente para Amnistia Internacional-Portugal.

António Eloy já tem programadas novas obras para este ano. “Salvando o Planeta” assim se designa o novo guia sobre energia e alterações climáticas que sairá em finais de Março, além de uma outra obra dedicada à água. Em projecto estão também mais livros escolares sobre ambiente e energia, bem como um filme sobre as energias renováveis em Portugal.



Reunião nacional da AI na Foz do Arelho



“É preciso apostar cada vez mais na defesa dos Direitos Humanos de quarta geração”. Palavras de Pedro Krupenski, director executivo da AI Portugal que esteve presente nesta sessão. Referia-se aos direitos ligados à preservação do ambiente e consecutivamente à própria espécie humana. “Temos que defender os recursos naturais e o ambiente pois estes são fundamentais ao ser humano”, sublinhou.

Segundo Pedro Krupenski, este tipo de tertúlias informais, onde as pessoas participam de forma espontânea, são frequentes, em especial nas localidades onde os grupos da AI que são mais activos como é o caso do Núcleo Oeste, dirigido por Teresa Mendes.

Para aquele responsável, o núcleo do Oeste foi dos mais activos nas comemorações dos 60 anos da declaração dos Direitos Humanos. O grupo que tem sede nas Caldas “mantém um bom ritmo de trabalho, de empenho e tem feito muita formação nas escolas, algo que tem sempre um efeito multiplicador”, disse o director.

É por essa razão que os dirigentes oestinos vão explicar aos outros grupos do país como têm realizado as suas iniciativas no encontro que terá lugar a 28 e 29 de Fevereiro no Inatel.
 

 
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